O quinto dia de Rock in Rio contou com duas voltas interessantes no palco Mundo: Slipknot e Faith No More, além do surpreendente show do Mastodon. No palco Sunset, tocaram Nightwish, Steve Vai e Moonspell, além de uma apresentação em homenagem a clássicas trilhas sonoras de filmes de terror. Veja a seguir o que de mais importante aconteceu na sexta-feira (25 de setembro) de Rock in Rio 2015. Em mais um show de homenagens no Rock in Rio 2015, uma banda formada pelos guitarristas André Abujamra e André Moraes, o cantor norte-americano Constantine Maroulis, e Fred Castro (ex-Raimundos, atual Autoramas) na bateria, fez versões roqueiras para temas de filmes de terror, além de tocarem clássicos do heavy metal mais sombrio.Com uma jaqueta de couro preta e muita técnica vocal, Maroulis disse: “Nasci no Brooklyn, em Nova York. Mas hoje sou brasileiro.” Ele cantou a parte do show dedicada aos hits tradicionais de heavy metal, sendo o primeiro deles “Sabbath Bloody Sabbath”, do álbum homônimo do Black Sabbath, passando também por “Bark at the Moon”, de Ozzy Osbourne em carreira solo, e “Hallowed Be Thy Name”, do Iron Maiden.Na parte instrumental, foram tocadas faixas de filmes como O Bebê de Rosemary, A Profecia (em uma performance recheada de batuques) e Halloween, entre outros. O grupo ainda homenageou o “nosso Alfred Hitchcock” Zé do Caixão. O célebre cineasta brasileiro apareceu em vídeo no telão, fazendo o discurso de introdução do filme À Meia Noite Levarei Sua Alma.Formado em 1994, o Moonspell é uma das bandas de metal mais conhecidas de Portugal, apesar de não ter tanto reconhecimento no Brasil. Cantando inglês, eles deram início ao show com “Breathe (Until We Are No More)”, seguindo depois com a nova “Extinct” – faixa-título do décimo álbum do grupo, lançado este ano –, que já contou com a primeira participação de Derrick Green, vocalista do Sepultura.Com um som baseado em teclados harmônicos e guitarras sujas, o Moonspell é conhecido pelo estilo gótico, com temas e letras sombrios, evocando uma estética de terror. “Vamos viajar até 1997, o disco se chamava Irreligious”, sugeriu o vocalista Fernando Ribeiro, falando devagar para não deixar o sotaque atrapalhar, antes de gritar o nome da faixa seguinte: “Opium”.O Moonspell ainda recebeu Derrick Green mais uma vez no palco, para uma performance de “Em Nome do Medo” (com o norte-americano cantando em português) e duas da “melhor banda do Brasil”, segundo Ribeiro. A melodia deu lugar ao thrash do Sepultura, com Green e o português dividindo os vocais nas clássicas “Territory” e “Roots Bloody Roots”O Nightwish foi a terceira atração do palco Sunset, no quinto dia de Rock in Rio 2015. A banda finlandesa de metal sinfônico entrou em cena pouco depois das 18h, para tocar para uma plateia cheia, respondendo a idolatria que possui no Brasil com um show cheio de sucessos e impecável tecnicamente. Após uma introdução, eles puxaram “Shudder Before the Beautiful”, saudando o começo de noite do Rio de Janeiro. “Estão prontos para nós?”, perguntou a vocalista Floor Jansen, de longos cabelos e vestimenta majoritariamente preta. Floor é a terceira cantora a liderar o Nightwish na história da banda. Antes dela, Tarja Turunen – da formação original – cantou no grupo até 2005, dando lugar a Anette Olzon, que ficou até 2012. O Nightwish é um dos maiores expoentes do metal sinfônico no mundo. A banda une guitarras pesadas e bumbos duplos com linhas harmônicas dignas de orquestras e instrumentos tradicionais do folk europeu – cabendo espaço até para acordes acústicos, como no caso de “My Walden”, tocada depois de “Yours Is An Empty Hope” e “Wishmaster”.O Faith No More voltou a subir ao principal palco do Rock in Rio na edição 2015 do festival. A banda liderada por Mike Patton tinha acabado de estourar em 1991, quando tocou pela primeira vez no evento carioca, e agora retornou em um momento completamente diferente da carreira: após um hiato, eles voltaram a tocar juntos e lançaram o primeiro álbum em 18 anos há cerca de seis meses. O grupo norte-americano começou a apresentação no palco Mundo com o single de Sol Invictus (2015), “Motherfucker”, puxando em seguida “From Out Of Nowhere” e “Caffeine”. Logo no começo do show, Patton decidiu pular no público. Ele, entretanto, calculou errado a distância e acabou se chocando com a grade. Sem demonstrar sentimento de dor, o vocalista continuou a apresentação até o final. “Isso, isso, Rio”, disse ele, no conhecido bom português. Ele, aliás, utilizou a língua local para cantar um trecho da faixa “Evidence”, como havia feito um dia antes, no show em São Paulo (no Espaço das Américas) e também no SWU de 2011. A letra ficou mais ou menos: “Eu não senti nada/ Não teve significado algum/ Olho nos olhos e declarar/ Eu não senti nada”. Quatro anos separam a última apresentação do Slipknot no Rock in Rio do show do grupo na madrugada do sábado, pela edição 2015 do festival carioca. Apesar de ser pouco tempo, muito mudou na banda norte-americana: além da morte do baixista Paul Gray (que já havia acontecido em 2010), o baterista Joey Jordison saiu de maneira conturbada, em 2013, e, após momentos de incerteza, o noneto lançou o primeiro disco em seis anos. Com novas máscaras, novos baixista – Alessandro Venturella – e baterista – Jay Weinberg –, o Slipknot subiu ao palco Mundo com a responsabilidade de encerrar o quinto dos sete dias de Rock in Rio. A dupla que abre o mais recente álbum da banda – chamado .5: The Gray Chapter –, “XIX” e “Sarcastrophe”, deu início também ao show no Rio de Janeiro, em meio a muito fogo e pirotecnia. Em seguida, eles emendaram dois hits: “The Heretic Anthem” e “Psychosocial”, convidando todo o público a cantar. “Temos muito para vocês, Rio de Janeiro”, disse o vocalista da banda Corey Taylor. “Mas preciso saber de uma coisa: estão prontos para ficar completamente malucos hoje?” Ele então começou a performance do single recente – já uma das queridinhas dos fãs – “The Devil In I”. Quantas pessoas aqui têm o álbum .5: The Gray Chapter?”, seguiu perguntando ele, antes de tocar uma “música nova com pegada de antiga”, conforme anunciou, “AOV”, também do último disco. Apesar da boa recepção das novas faixas, eles seguiram com “Vermilion” – com Taylor cantando ajoelhado, de maneira característica, como se gritasse para o chão – e “Wait And Bleed”. “Rio, muito obrigado”, emendou o vocalista. Apesar de ser um disco com uma formação modificada e ainda recente, .5: The Gray Chapter foi encaixado com coragem no setlist pelo Slipknot: foram seis faixas do álbum tocadas no total. Uma delas foi a balada “Killpop”, um dos momentos mais “frios” do show que, tradicionalmente, é intenso e pesado, com os integrantes correndo, rodando, pulando, gritando, transformando o palco em um lugar muito peculiar e caótico para os mascarados.Depois de fazer um discurso sobre o preconceito sofrido pelo heavy metal – e quem gosta do gênero – Taylor puxou o maior hit da banda, “Before I Forget”, cantado a plenos pulmões. Depois de “Sulfur”, ele também pediu para o público cantar um “parabéns a você” coletivo para o percussionista fundador e um dos expoentes do grupo, o icônico palhaço Shawn Crahan (que fez aniversário na última quinta, 24). “Queria que todos vocês cantassem para o meu irmão”, acrescentou o vocalista. Os mascarados ainda tocaram “Disasterpiece” e “Spit it Out” – como é costume, com o público agachado e depois pulando, tudo de uma vez – antes de encerrarem a primeira parte com a nova (apesar da já cara de hit) “Custer”. Após uma considerável pausa, eles voltaram para o bis, a todo vapor, com uma tríade de música antigas: “(Sic)”, “People = Shit” e a histérica “Surfacing”, encerrando o quinto dia de festival após mais de 1h40 de show.
sábado, 26 de setembro de 2015
Rock in Rio 2015: quinto dia tem surpresa com Mastodon e retornos de Faith No More e Slipknot; saiba como foi
O quinto dia de Rock in Rio contou com duas voltas interessantes no palco Mundo: Slipknot e Faith No More, além do surpreendente show do Mastodon. No palco Sunset, tocaram Nightwish, Steve Vai e Moonspell, além de uma apresentação em homenagem a clássicas trilhas sonoras de filmes de terror. Veja a seguir o que de mais importante aconteceu na sexta-feira (25 de setembro) de Rock in Rio 2015. Em mais um show de homenagens no Rock in Rio 2015, uma banda formada pelos guitarristas André Abujamra e André Moraes, o cantor norte-americano Constantine Maroulis, e Fred Castro (ex-Raimundos, atual Autoramas) na bateria, fez versões roqueiras para temas de filmes de terror, além de tocarem clássicos do heavy metal mais sombrio.Com uma jaqueta de couro preta e muita técnica vocal, Maroulis disse: “Nasci no Brooklyn, em Nova York. Mas hoje sou brasileiro.” Ele cantou a parte do show dedicada aos hits tradicionais de heavy metal, sendo o primeiro deles “Sabbath Bloody Sabbath”, do álbum homônimo do Black Sabbath, passando também por “Bark at the Moon”, de Ozzy Osbourne em carreira solo, e “Hallowed Be Thy Name”, do Iron Maiden.Na parte instrumental, foram tocadas faixas de filmes como O Bebê de Rosemary, A Profecia (em uma performance recheada de batuques) e Halloween, entre outros. O grupo ainda homenageou o “nosso Alfred Hitchcock” Zé do Caixão. O célebre cineasta brasileiro apareceu em vídeo no telão, fazendo o discurso de introdução do filme À Meia Noite Levarei Sua Alma.Formado em 1994, o Moonspell é uma das bandas de metal mais conhecidas de Portugal, apesar de não ter tanto reconhecimento no Brasil. Cantando inglês, eles deram início ao show com “Breathe (Until We Are No More)”, seguindo depois com a nova “Extinct” – faixa-título do décimo álbum do grupo, lançado este ano –, que já contou com a primeira participação de Derrick Green, vocalista do Sepultura.Com um som baseado em teclados harmônicos e guitarras sujas, o Moonspell é conhecido pelo estilo gótico, com temas e letras sombrios, evocando uma estética de terror. “Vamos viajar até 1997, o disco se chamava Irreligious”, sugeriu o vocalista Fernando Ribeiro, falando devagar para não deixar o sotaque atrapalhar, antes de gritar o nome da faixa seguinte: “Opium”.O Moonspell ainda recebeu Derrick Green mais uma vez no palco, para uma performance de “Em Nome do Medo” (com o norte-americano cantando em português) e duas da “melhor banda do Brasil”, segundo Ribeiro. A melodia deu lugar ao thrash do Sepultura, com Green e o português dividindo os vocais nas clássicas “Territory” e “Roots Bloody Roots”O Nightwish foi a terceira atração do palco Sunset, no quinto dia de Rock in Rio 2015. A banda finlandesa de metal sinfônico entrou em cena pouco depois das 18h, para tocar para uma plateia cheia, respondendo a idolatria que possui no Brasil com um show cheio de sucessos e impecável tecnicamente. Após uma introdução, eles puxaram “Shudder Before the Beautiful”, saudando o começo de noite do Rio de Janeiro. “Estão prontos para nós?”, perguntou a vocalista Floor Jansen, de longos cabelos e vestimenta majoritariamente preta. Floor é a terceira cantora a liderar o Nightwish na história da banda. Antes dela, Tarja Turunen – da formação original – cantou no grupo até 2005, dando lugar a Anette Olzon, que ficou até 2012. O Nightwish é um dos maiores expoentes do metal sinfônico no mundo. A banda une guitarras pesadas e bumbos duplos com linhas harmônicas dignas de orquestras e instrumentos tradicionais do folk europeu – cabendo espaço até para acordes acústicos, como no caso de “My Walden”, tocada depois de “Yours Is An Empty Hope” e “Wishmaster”.O Faith No More voltou a subir ao principal palco do Rock in Rio na edição 2015 do festival. A banda liderada por Mike Patton tinha acabado de estourar em 1991, quando tocou pela primeira vez no evento carioca, e agora retornou em um momento completamente diferente da carreira: após um hiato, eles voltaram a tocar juntos e lançaram o primeiro álbum em 18 anos há cerca de seis meses. O grupo norte-americano começou a apresentação no palco Mundo com o single de Sol Invictus (2015), “Motherfucker”, puxando em seguida “From Out Of Nowhere” e “Caffeine”. Logo no começo do show, Patton decidiu pular no público. Ele, entretanto, calculou errado a distância e acabou se chocando com a grade. Sem demonstrar sentimento de dor, o vocalista continuou a apresentação até o final. “Isso, isso, Rio”, disse ele, no conhecido bom português. Ele, aliás, utilizou a língua local para cantar um trecho da faixa “Evidence”, como havia feito um dia antes, no show em São Paulo (no Espaço das Américas) e também no SWU de 2011. A letra ficou mais ou menos: “Eu não senti nada/ Não teve significado algum/ Olho nos olhos e declarar/ Eu não senti nada”. Quatro anos separam a última apresentação do Slipknot no Rock in Rio do show do grupo na madrugada do sábado, pela edição 2015 do festival carioca. Apesar de ser pouco tempo, muito mudou na banda norte-americana: além da morte do baixista Paul Gray (que já havia acontecido em 2010), o baterista Joey Jordison saiu de maneira conturbada, em 2013, e, após momentos de incerteza, o noneto lançou o primeiro disco em seis anos. Com novas máscaras, novos baixista – Alessandro Venturella – e baterista – Jay Weinberg –, o Slipknot subiu ao palco Mundo com a responsabilidade de encerrar o quinto dos sete dias de Rock in Rio. A dupla que abre o mais recente álbum da banda – chamado .5: The Gray Chapter –, “XIX” e “Sarcastrophe”, deu início também ao show no Rio de Janeiro, em meio a muito fogo e pirotecnia. Em seguida, eles emendaram dois hits: “The Heretic Anthem” e “Psychosocial”, convidando todo o público a cantar. “Temos muito para vocês, Rio de Janeiro”, disse o vocalista da banda Corey Taylor. “Mas preciso saber de uma coisa: estão prontos para ficar completamente malucos hoje?” Ele então começou a performance do single recente – já uma das queridinhas dos fãs – “The Devil In I”. Quantas pessoas aqui têm o álbum .5: The Gray Chapter?”, seguiu perguntando ele, antes de tocar uma “música nova com pegada de antiga”, conforme anunciou, “AOV”, também do último disco. Apesar da boa recepção das novas faixas, eles seguiram com “Vermilion” – com Taylor cantando ajoelhado, de maneira característica, como se gritasse para o chão – e “Wait And Bleed”. “Rio, muito obrigado”, emendou o vocalista. Apesar de ser um disco com uma formação modificada e ainda recente, .5: The Gray Chapter foi encaixado com coragem no setlist pelo Slipknot: foram seis faixas do álbum tocadas no total. Uma delas foi a balada “Killpop”, um dos momentos mais “frios” do show que, tradicionalmente, é intenso e pesado, com os integrantes correndo, rodando, pulando, gritando, transformando o palco em um lugar muito peculiar e caótico para os mascarados.Depois de fazer um discurso sobre o preconceito sofrido pelo heavy metal – e quem gosta do gênero – Taylor puxou o maior hit da banda, “Before I Forget”, cantado a plenos pulmões. Depois de “Sulfur”, ele também pediu para o público cantar um “parabéns a você” coletivo para o percussionista fundador e um dos expoentes do grupo, o icônico palhaço Shawn Crahan (que fez aniversário na última quinta, 24). “Queria que todos vocês cantassem para o meu irmão”, acrescentou o vocalista. Os mascarados ainda tocaram “Disasterpiece” e “Spit it Out” – como é costume, com o público agachado e depois pulando, tudo de uma vez – antes de encerrarem a primeira parte com a nova (apesar da já cara de hit) “Custer”. Após uma considerável pausa, eles voltaram para o bis, a todo vapor, com uma tríade de música antigas: “(Sic)”, “People = Shit” e a histérica “Surfacing”, encerrando o quinto dia de festival após mais de 1h40 de show.
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